O que é o Câncer Colorretal?
O câncer surge quando células no organismo iniciam uma multiplicação descontrolada. Para que isso ocorra, uma série de alterações genéticas se manifestam, superando os mecanismos de proteção do corpo. O Câncer Colorretal se desenvolve quando as células do intestino grosso (cólon) ou do reto começam a crescer de forma anômala e sem controle.

No Brasil, o câncer colorretal ou câncer de intestino é considerado o quarto tipo mais comum entre os cânceres que afetam tanto homens quanto mulheres, com 45 mil novos casos todos os anos, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Os sintomas do câncer colorretal incluem: principalmente a alteração nos hábitos intestinais – diarreia ou constipação frequente -, dores abdominais ou no momento da evacuação, anemia não explicada, presença de sangue nas fezes, perda de peso sem motivo aparente, fadiga, dentre outros.
Em muitos casos, a doença na sua fase inicial, não apresenta nenhum sintoma, o que faz da colonoscopia de rastreio, um método muito importante, pois é possível detectar lesões iniciais, aumentando ainda mais a taxa de cura, não permitindo que o tumor cresça e invada outros órgãos.

A Dra. Theresa Versiani, Médica especialista em coloproctologia em Montes Claros, tem experiência no diagnóstico e tratamento do câncer colorretal e câncer de intestino, como também é conhecido.
Para agendar uma consulta com uma especialista é importante saber quais são as opiniões de outros pacientes que já consultaram com a médica.



Como prevenir?
Com as mutações, normalmente surgem lesões inicialmente benignas, conhecidas como adenomas. Costumam ser encontrados pelo exame de colonoscopia na forma de pólipos (crescimentos anormais na mucosa intestinal) e quando retirados evita-se que evoluam para câncer.
Atualmente tem se recomendado o rastreio com colonoscopia para a população em geral (pessoas sem outros fatores de risco – como história familiar) a partir dos 45 anos, sendo repetido a cada 10 anos para quem não tem adenomas.
Como diagnosticar?
O principal exame para o diagnóstico é a colonoscopia, que consiste na inserção de um aparelho endoscópico no interior do intestino grosso para identificar eventuais lesões. O próprio procedimento permite a remoção de lesões menores e a coleta de amostras para biópsias
Para a determinação do estágio da doença (estadiamento), recomenda-se a realização de tomografias computadorizadas do tórax e abdome total para os cânceres de cólon. No caso de tumores no reto, acrescenta-se a ressonância magnética da pelve.
O acompanhamento com o exame de sangue CEA (antígeno carcinoembrionário) pode ser útil no seguimento após o tratamento, também sendo indicado.
Outros exames complementares podem ser necessários, conforme as particularidades de cada situação clínica.
Como tratar o Câncer Colorretal
O tratamento do câncer colorretal é predominantemente cirúrgico, contudo, tem passado por significativas inovações nos últimos anos.
Pólipos Malignos (Estágio Inicial do Câncer): Lesões malignas em sua fase mais precoce, conhecidas como pólipos malignos, podem ser removidas por meio de colonoscopia, dependendo de seu tamanho e outras características específicas.
Para os cânceres localizados no cólon, o tratamento inicial geralmente envolve intervenção cirúrgica, que pode ser realizada por via aberta, videolaparoscópica ou robótica.
Cirurgia Aberta
Esta é a metodologia cirúrgica mais tradicional, caracterizada por incisões de maior porte. Embora eficaz na remoção completa da doença, o pós-operatório tende a ser mais prolongado, com maior intensidade de dor, náuseas e vômitos. Complicações potenciais incluem maior risco de infecções na incisão e formação de hérnias.

Cirurgia Videolaparoscópica
Nesta modalidade, são feitas pequenas incisões através das quais os instrumentos cirúrgicos são inseridos. Utiliza-se gás carbônico para expandir a cavidade abdominal, permitindo a visualização dos órgãos por uma câmera equipada com fibra óptica. As vantagens incluem uma recuperação mais rápida, com menos dor e incidência de infecções, facilitando um retorno mais rápido às atividades cotidianas e reduzindo complicações na parede abdominal.

Cirurgia Robótica
Recentemente, tornou-se viável executar este tipo de procedimento cirúrgico com o auxílio de plataformas robóticas.
Esses sistemas permitem ao cirurgião controlar com precisão as pinças dentro da cavidade abdominal, as quais possuem articulações que proporcionam uma amplitude de movimento superior à das pinças utilizadas na videolaparoscopia.
Conta com uma câmera de visão tridimensional (3D), que oferece uma visualização aprimorada dos tecidos e possibilita movimentos mais delicados e exatos.
Esta técnica é particularmente benéfica no tratamento de doenças localizadas na pelve como o câncer de reto devido à natureza mais restrita dessa cavidade e à dificuldade de visualização das estruturas. Além disso, é vantajosa em casos onde a radioterapia pré-cirúrgica pode ter deixado os tecidos mais inflamados e desafiadores para a dissecção.

Fonte: https: https://colorectalcancer.org/ / https://www.gov.br/inca/pt-br
Veja também: https://dratheresaproctologista.com.br/anus-reto-colon-proctologista/
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